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Como evitar a deficiência de vitamina D no organismo em tempos de pandemia?

Descubra como pegar sol de forma correta e aumentar os níveis da substância com o auxílio da alimentação

04/02/2021 – As medidas protetivas em combate à covid-19, como o isolamento social e a efetivação do trabalho remoto, favorecem a diminuição da exposição ao sol, o que pode ser um fator preponderante para a redução dos níveis de vitamina D no organismo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a maior fonte de vitamina D é a pele em resposta à luz solar. Pequenas quantidades desta vitamina são encontradas em alguns alimentos, o que faz com que a disponibilidade da vitamina D na dieta seja limitada. 

Importância da vitamina D

Segundo a médica endocrinologista Paula Fábrega, lotada na Divisão Médica, vinculada à Secretaria de Saúde do TST, o principal efeito da vitamina D está ligado à formação óssea adequada. “A vitamina D age aumentando a absorção de cálcio pelo intestino e rins. Há outros efeitos extraósseos, como regulação do sistema imune, melhora da ação da insulina, redução de mortalidade cardiovascular, redução de alguns tipos de câncer como intestino, mama e próstata e redução de fraqueza e dores musculares”, detalha a servidora.

Ela relata que o valor de referência da vitamina D no organismo ainda é alvo de discussão, mas os valores costumam seguir a seguinte indicação:

Tabela com os valores indicados de vitamina D em diferentes alimentos umano

Exposição solar saudável

A absorção da vitamina D a partir da exposição solar deve ser feita de forma correta, uma vez que também pode propiciar o surgimento do câncer de pele. 

A médica do TST destaca que a produção de vitamina D pela pele varia conforme a quantidade de melanina. “Pessoas de pele clara devem ficar expostas ao sol de 5 a 15 minutos por dia, duas a três vezes na semana. Já pessoas de pele escura, para terem o mesmo resultado, devem tomar sol por 30 minutos por dia, duas a três vezes na semana”, explica.

Ainda de acordo com a endocrinologista Paula Fábrega, o sol das 10h às 15h é o mais eficaz para a síntese de vitamina D, desde que seja com moderação para evitar queimaduras e outros riscos à saúde. 

Atividade física ao ar livre

O TST em Movimento oferece a orientação para que os servidores, prestadores de serviço e estagiários possam incluir a prática do exercício físico na rotina com auxílio profissional e personalizado. 

O coordenador do programa, João Luís Sadat, ressalta que é preciso estar atento ao horário e ao período de exposição solar para evitar qualquer tipo de mal-estar. “É preciso ter cuidado para não passar um período prolongado exposto ao sol, principalmente em horários desfavoráveis. Existe um risco de desidratação, aumento de fadiga e cansaço, isso pode prejudicar o rendimento da atividade física”, lembra.

Para solicitar o atendimento individual, basta entrar em contato pelo e-mail tstemmovimento@tst.jus.br e fazer o pedido. É preciso informar o nome completo, código e sigla do setor. 

Suplementação 

A hipovitaminose D – ou deficiência de vitamina D – não causa sintomas, mas pode gerar sérios problemas de saúde, a depender da idade do paciente.

“A deficiência de vitamina D na infância pode ocasionar raquitismo, que é uma doença caracterizada por uma formação óssea inadequada acarretando em deformidades ósseas. Nos adultos, resulta em uma doença chamada osteomalácia, que é a desmineralização óssea de ossos adultos. Pode agravar para a osteopenia/osteoporose”, explica a médica Paula Fábrega.

A profissional enfatiza que a reposição de vitamina D faz parte do tratamento da osteopenia/osteoporose, em conjunto com a avaliação da ingestão adequada de cálcio. A suplementação de pacientes de risco deve ser feita, se necessário, via oral e com os níveis de vitamina dosados.

Alimentação

Apesar de o sol ser a maior fonte de vitamina D, você sabe quais alimentos também podem conter essa vitamina?

Segundo a endocrinologista do TST, a vitamina D2 (ergocalciferol) pode ser encontrada em cogumelos e em plantas que ficam muito expostas ao sol. Já a vitamina D3 (colecalciferol) pode ser encontrada em peixes gordurosos, gemas de ovos e bife de fígado. Alguns alimentos lácteos também são enriquecidos artificialmente com vitamina D. 

Confira a tabela preparada pela médica endocrinologista do Tribunal com alimentos ricos em vitamina D que podem te ajudar a evitar o baixo índice da vitamina no organismo:

(Mariana Gomes/TG)